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sábado, 7 de abril de 2007

Teatro Deodoro reabre com show de Ibys Maceioh

O Teatro Deodoro reabre, após manutenção, no próximo dia 12, com o show "Ibys Maceioh canta o Nordeste em Tom de Bossa Nova", onde ele pretende mesclar ritmos como coco e xaxado com o samba e a bossa nova e tendo como convidados Agildo Alves, Chau do Pife, Ismair Martins e Danilo Gama. É a promessa de muito som brasileiro e muita sensibilidade, desse artista natural de Porto Calvo. O jornalista Jorge Barbosa (leia-se Urupema) bateu um papo com ele, que o blog reproduz para seus visitantes.

1- Alagoano compra música de seus conterrâneos? Como é a relação com o seu público?

O alagoano é, sempre, receptivo, quando tem acesso ao trabalho do artista. Tenho vendido bastante CDs.

2- Quanto tempo de carreira? É verdade que Luiz Gonzaga deu uma força no início? Quem mais?

Meu marco zero, por assim dizer, é quando saí de Maceió em 1974 e participei do Festival Internacional de Música, hoje chamado Festival de Inverno de Campos do Jordão, em São Paulo. Tenho 34 anos de carreira. Tive um contato com Luiz Gonzaga num vôo para Recife. Ele gostou muito de uma música que cantei pra ele e fez umas modificações. Infelizmente, faleceu logo depois; não tive oportunidade de mostrar a ele como ficou. A música, que se chama "Espera sem Fim", em parceria com Silvio Márcio, está no CD "Cabelo de Milho".

3- Você passou muito tempo em São Paulo, tocou em casas noturnas, ensinou na escola do Zimbo Trio (o Clam) –o que tirou dessa experiência?

Muito importante ter trabalhado no Clam (Centro Livre de Aprendizagem Musical), escola dirigida pelo Zimbo Trio. Tive muita informação, especialmente de Luiz Chaves, o contrabaixista, que sempre me orientou muito. O contato com músicos que hoje estão no cenário musical brasileiro, como Nico Assumpção, Leia Freire, Conrado Paulino, Ulisses Rocha, Carlos Prandini e outros, também foi muito importante. A noite é uma escola. Toquei no Inverno e Verão, Jogral, Boca da Noite, Bom Motivo, Vou Vivendo, grandes casas noturnas onde se fazia, e se faz, um bom som brasileiro.

4- Em Maceió, além de fazer shows, continua dando aulas? Dá para viver de música por aqui?

Aulas, sim, para alguns alunos que me procuram. Infelizmente, é muito difícil viver de música aqui em Maceió. Mas não é impossível –eu sobrevivo e aproveito o momento para estudar e ler bastante. Compor, sempre.

5- Com tantos talentos musicais nas Alagoas, por que, a exemplo de Recife, Fortaleza, João Pessoa, a coisa não desenrola por aqui? O que está faltando?

Uma politização dos artistas. Conhecer melhor seus direitos, não ficar refém de grupos culturais que só trabalham em benefício próprio. Exigir mais dos órgãos competentes, que deviam, efetivamente, cuidar da cultura da terra.

6- Além do CD, há outros projetos (musicais ou não)?

Viajar depois desse show e contatar novos espaços.

quinta-feira, 5 de abril de 2007

FAAP faz retrospectiva de Mário Zenini



Para comemorar 100 anos do nascimento do pintor Mario Zanini, o Museu de Arte Brasileira, da FAAP, realiza a mostra Territórios do Olhar. Trata-se de uma retrospectiva do artista, que reune 150 obras de Zanini, pioneiro em retratar a paisagem paulistana, numa perspectiva urbana da cidade de São Paulo.
Zenini se destaca como artista da modernidade paulista, que atuou nas décadas de 30 e 40, com uma obra que apresenta nitidamente um viés dos ideais socialistas. Territórios do Olhar fica em exposição até o dia 13 de maio. O Museu da FAAP, fica na Rua Alagoas, no Higienópolis.

O Atelier LZC faz a diferença no design moderno


Vanessa Lambert, Barbara Zorn e Michëal Cailloux. Os três formam, atualmente, a força jovem e talentosa do design mundial. Gravem bem esses nomes, por que eles estão revolucionando o meio, apresentando trabalhos de alta qualidade e com muita criatividade. Os franceses são proprietários do Atelier LZC e fazem da liberdade de criação o ponto de partida para a produção de peças cheias de poesia abstrata.
O talento do grupo agradou a poderosa marca de cristais Bacarat e também a Rosental e a Chopard, que encomendaram ilustrações exclusivas para diversas coleções. O resultado é o registro de cores e formas de plantas e animais, sugerindo uma fantasia estampada em vasos, copos, espelhos e móbiles.
No Brasil, o Atelier LZC é representado pela Coisas da Doris. A criatividade do trio já rendeu editorial na Elle Decor Japãp.

quarta-feira, 4 de abril de 2007

Nordeste Culinária reúne a fina flor da culinária nacional em Alagoas


A Associação da Culinária de Alagoas realiza de 11 a 13 de abril, no Centro Cultural e de Exposições de Maceió, o Nordeste Culinária. Trata-se de um encontro de grandes chefs, culinaristas e profissionais do setor de Alimentos e Bebidas, onde serão abordados a gastronomia brasileira, especialmente a nordestina, o desenvolvimento tecnológico em alimentos e a capacitação de instrutores para o bom funcionamento da atividade. Paralelo, acontece uma Feira de produtos e equipamentos, aberta ao público, para que as empresas do setor possam expor seus serviços.
Para os organizadores, o Nordeste Culinário vai reunir chefs e culinaristas de Alagoas e de vários estados brasileiros, quando, na ocasião, serão ministradas aulas e palestras com temas voltados à gastronomia e a culinária. Segundo nota de divulgação, o evento “surge do interesse desse segmento, em face de grande atenção voltada ao setor de alimentação nos últimos tempos. O evento foi formatado buscando uma variedade de assuntos, que além de atuais e inovadores despertam o interesse não só dos profissionais da área como também do público em geral”.
Durante as aulas de culinária, serão abordar temas como: molhos, a cozinha nordestina, frutos do mar, doces, salgados, bolos artísticos, chocolataria e panificação. As palestras vão tratar de temas como Serviço de Alimentação com Qualidade e Segurança, que será ministrada pela nutricionista Quitéria Gomes, Instruindo a Instruir, por Alexandre Bispo, Geração Zero - Diet, Light, por Renata Queiroz, entre outros.
Mais informações, ligar para (82) 3231-8238 e 3231-1335 e no site www.nordesteculinaria.com.br

A KICK nunca foi Santa


Na perspectiva de romper paradigmas, o Grupo PRAGATECNO realiza neste final de semana (Santa) mais uma edição da festa KICK, na Boomerangue. A festa já mantém público fiel e se mostra como opção de boa diversão nas noites de sextas-feiras em Salvador. Então, vai fazer o quê, nesse feriadão? Quer pista lotada, público feliz, música boa? Segundo Cláudio Manuel, o projeto KICK é uma opção para quem gosta de boa música, pista animada e ambiente mix. A festa acontece toda sexta-feira na Boomerangue (Rua da Paciência - Rio Vermelho), a partir das 23h. Os estilos musicais são house, minimal e electro, principalmente, além de breaksbeats. A noite inicia em clima de lounge, recepcionando público (dj Kikily). Na seqüência, dois djs do Pragatecno (e convidados) se revezam a cada noite, animando a pista. Tocam ainda Adriana Prates, Cláudio M. (aka Angelis Sanctus), Gabão, Môpa, Mauro Telefunksoul e André Urso.

Door: Moreno.
+ infos: pragatecno@terra.com.br

terça-feira, 3 de abril de 2007

O pecado da gula na Semana Santa



O sítio Taste relacionou seis restaurantes da capital paulista, “badalados e sofisticados”, para festejar a Páscoa como muito sabor.
De acordo com o sítio, para além do tradicional bacalhau, o cardápio do Porto Rubaiyat apresenta uma grande diversidade de pratos elaborados com peixes e frutos do mar. Mas, o destaque mesmo fica com a dica do chef Francisco Laércio, o Bacalhau ao Forno de barro. Já de o Brasil Gostoso, o Taste recomenda o Pirarucu, que acompanha batata grelhada e molho de coco e gengibre, da chef Ana Luiza Trajano. Para o Taste, o Bacalhau à Zé do Pipo (lascas refogadas na cebola, azeitonas pretas e azeite, envolto no purê de batata), do Spot também pode ser uma deliciosa opção do cardápio da Semana Santa.
Do Supra, a recomendação do sítio é o Il Nostro Capretto, cabrito de leite assado em dois tempos, são na verdade costeletas de cabritos grelhado, servido com molho de vitelo e cachaça envelhecida. Do cardápio do A Bela Sintra, o Taste recomenda três opções: o Bacalhau à São Gião, Costeletas de Cordeiro com Miga e Stinco Vitelo.
Para concluir, o Taste recomenda do cardápio do Antiquarius peculiaridades como bolinhos de bacalhau, alheiras com arroz de brócolis, perna de cordeiro à moda Braga, perdizes ao molho de Vilão e o bacalhau ao forno à portuguesa.
No destaque, o Il Nostro Capretto, do Supra, e o Bacalhau à Zé do Pipo, do Spot.

Prado abriga primeira coletânea de Tintoretto na Espanha

O Museu do Prado reúne em exposição cerca de 70 trabalhos de Tintoretto, o mestre barroco. As obras reunidas nessa mostra fazem parte de diversos acervos de museus europeus e americanos do norte.

Esta é a primeira coletânea dedicada a Tintoretto na Espanha. Segundo a curadoria da exposição, os trabalhos apresentados estão mais para ser um passeio pela carreira de Tintoretto, do que uma longa e exaustiva investigação da sua contribuição para o estilo Barroco. As obras apresentadas farão parte de um catálogo que está sendo produzido.
A exposição é patrocinada pelo Consejería de Cultura e Jogo Esportivos da Comunidade de Madrid, com a curadoria de Miguel Falomir, chefe do departamento de pintores italianos do Museu do Prado. Para Falomir, a exposição oferece uma oportunidade excepcional, porque provavelmente jamais voltará a se repetir, que é observar o que há de mais íntimo do artista, considerado o cérebro mais terrível que a pintura conheceu. “Tintoretto” fica em exposição até 23 de maio de 2007. Alguns dos trabalhos expostos podem ser vistos no sítio http://museoprado.mcu.es/

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Uma pequena mostra dos trabalhos que Jurandy Valença expõe na Galeria Virgílio/SP





Texto de Arlindo Machaque explica a obra do artista

OBJETOS E LUGARES TRANSFIGURADOS PELA IMAGINAÇÃO
Arlindo Machado
A observação de Émile Zola, segundo a qual só vemos realmente as coisas quando as fotografamos, vem bem a calhar a respeito das fotos de Jurandy Valença mostradas na Galeria Virgílio. A exposição abrange 16 imagens digitais produzidas pelo artista entre 2005 e 2007, onde predomina o tema da observação atenta daquilo que normalmente nos passa desapercebido: um interruptor de luz, uma campainha, uma parede iluminada pelo sol, um simples lustre ou abajur, uma escada e assim por diante. São imagens comuns, quase banais, mas o olhar de Valença as transfigura em aparições inusitadas, seja pelo recorte inédito operado pela câmera, seja pelo processamento digital posterior, que espelha, superpõe e multiplica as tomadas originais, seja ainda pelos seus títulos metafóricos, que sugerem ao espectador outras possibilidades de interpretação.
Na verdade, Jurandy Valença joga com a ambigüidade da fotografia, sobretudo da digital, que se faz passar por uma captação fria e objetiva das coisas visíveis do mundo, mas termina por se revelar uma verdadeira reconstrução de mundos paralelos e impossíveis, mais afinados com a tradição imaginativa das artes plásticas do que com a fatalidade documental da fotografia. As fotos de Valença, sem abrir mão de suas características mais propriamente fotográficas (imagens bem definidas e focadas, iluminação discreta e dirigida ao motivo, enquadramentos que valorizam a perspectiva), criam objetos e lugares aberrantes, que não poderiam jamais existir, a não ser na imaginação do artista e na livre interpretação dos espectadores. É como se, contrapondo-se ao automatismo, à padronização e à despersonalização dos meios técnicos (câmera, software), o artista buscasse afirmar acima de tudo a sua humanidade e a singularidade de sua visão de mundo.
O trabalho criativo de Valença utiliza muito freqüentemente a fotografia, embora não se restrinja apenas a ela. O artista já havia realizado antes um expressivo trabalho com Polaroides (fotografias que se auto-revelam) e com apropriação de imagens preexistentes. O que há de comum entre os seus trabalhos anteriores e esse que a Galeria Virgilio agora exibe é o minimalismo da abordagem plástica das coisas. Como nos trabalhos anteriores, há pouco para se ver nessas imagens, a atenção se fixa quase sempre num detalhe minúsculo e discreto, com grandes manchas de espaço vazio ao redor, lembrando, nesse sentido, o despojamento e a essencialidade da obra de artistas como Malevitch, Yves Klein ou John Cage. Mas é justamente essa limpeza, essa opção pelo mínimo o que torna os objetos e os lugares fotografados por Valença tão especiais e tão significantes, ainda que, na vida real, pouca atenção damos a eles. Como costumava dizer o cineasta japonês Kenji Mizoguchi, é preciso lavar os olhos antes de ver cada imagem, para que a visão deixe de ser um ato vulgar e desatencioso, para se converter num ritual de celebração e conhecimento. Nesse sentido, a opção de Valença por uma imagem mínima, concentrada e transfigurada parece ser o caminho mais eloqüente para que o visível possa resultar enfim visualizado.

Editora Bloomsbury divulga capa do último livro da série Harry Potter, da série de JK Rowling, na edição britânica.



São divulgadas duas versões da capa do pequeno (agora já adolescente) mago. Na versão para crianças de Harry Potter and the Deathly Hallows (Harry Potter e as Insígnias Mortais, título provisório em português), bruxinho aparecerá ao lado dos personagens Ron Weasley e Hermione Granger. A capa versão adulta mostra um pingente na forma da letra S, com pedras incrustadas. Rowling revelou que dois personagens morrem no final do livro, o que levou as casas de apostas a registrarem apostas de que o próprio Potter seria um dos mortos. Mas o texto na capa britânica do próximo livro não dá pistas. O livro será lançado em inglês no dia 21 de julho. O quinto filme da série, Harry Potter e a Ordem da Fênix, tem estréia prevista para 13 de julho.