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sábado, 24 de fevereiro de 2007

Festival under punkgay vai agitar São Paulo


Esta é muito legal e inédita no Brasil. A cidade de São Paulo (não poderia ser diferente) reunirá novos nomes da música gay under e independente brasileira. É que, nos dias 10 e 11 de março acontece em São Paulo a primeira edição do QueerFest, festival musical que reunirá novos nomes da música gay independente e underground produzida no Brasil.
O evento será produzido pelo O Germinal e o Espaço Impróprio e contará com artistas e bandas que, apesar de lutarem em prol da causa em seus shows, letras e músicas, ainda não são conhecidas do grande público e do mainstream musical.
Entre eles, estão os funkeiros do Bonde do Urso Manco, os punk-rockers do Nerds Attack!, além dos curitibanos do XDa Próxima Vez Eu Mato VocêX, das meninas do Fantasminas, do The Dealers e Cínica e Alice Pakadão.
O Queerfest também contará com projeção de vídeos (entre eles, o longa pornô revolucionário “O Exército das Frutas”, de Bruce LaBruce), debates, peças teatrais, exposição de imagens de Tom of Finland, além de comidinha vegan para os adeptos.
As entradas para cada um dos três momentos do evento (dia 10 à tarde e noite e dia 11 à noite) sai por 6 reais. O passe para todos os shows e atrações sai por R$ 15. A seguir, confira o line-up completo do festival.
10/03
17hs
XDA PRÓXIMA VEZ EU MATO VOCÊX (CURITIBA)
FANTASMINAS
THE DEALERS
O Germinal (Rua 13 de Maio, 367)
23h59
BONDE DO URSO MANCO
DJS GUILLA, NETO & PINA
Espaço Impróprio (Dona Antônia de Queirós, 40)
11/03
17hs
XDA PRÓXIMA VEZ EU MATO VOCÊX (CURITIBA)
NERDS ATTACK!
CÍNICA & ALICE PANKADÃO
Espaço Impróprio (Dona Antônia de Queirós, 40)

P.S. A foto acima é da banda Bonde do Urso Manco. Qualquer nota os caras...

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

A indústria fonográfica não precisa inventar mais nada


Ainda na linha as cantoras estranhas, a Sony-BMG lançou um de seus projetos mais inusitados e inclusivos: Venus Flytrpa, a primeira girl band formada apenas por trans.O grupo, que empresta seu nome em inglês da mais conhecida de todas as plantas carnívoras, foi criado depois que a poderosa Sony BMG entrevistou mais de 200 candidatas katoeys (palavra tailandesa para travesti) para as cinco vagas da banda, espécie de versão trans das Spice Girls. Veja clip no http://www.youtube.com/watch?v=JBoHtJHhohs

O mundo cada vez mais louco


A nova mania do myspace é Jeffree Star. Sua página já foi visitada 17 milhões vezes e Jeffree está começando a sentir o gostinho da fama. Tudo muito natural em uma época que nomes de novos artistas surgem a cada semana apoiados pela internet. Natural se o nome do momento não fosse uma transexual. Jeffree é montadérrima, moderna e, melhor ainda, canta direitinho.
Suas músicas lembram o electro mas são mais rockers, cheias de guitarras distorcidas e letras cheias de palavrões e xoxos. A moça já tem até uma linha de camisetas. Ela é de Los Angeles.
Jeffree segue a mesma trajetória de artista que se consagraram na net como Artic Monkeys, Lily Allen e Klaxons,
Destaque para Straight Boys. Vc pode ainda ver Jeffree em um vídeo clip. Acesse http://myspace.com/jeffreestar

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Para quem não se lembra de mim....

Por que não foi divulgado?

Essa é uma resposta que precisamos ouvir da boca do Plínio Lins (o Jornal) e do Célio Gomes (Gazeta de Alagoas). Depois de tanto massacrar as ações de início de governo do Téo, depois de se colocar a favor do descalabro dos Poderes Legislativo e Judiciário, depois considerar e propagar as decisões do governador eleito como insanas, nenhum dos dois jornais da capital publicou a informação do Tribunal de Contas da União dando conta da forma irresponsável como o ex-governador Ronaldo Lessa tratou as contas do estado.
Célio, Plínio, ficou comprovado que houve irregularidades.
Lembrem-se: a vergonha não é de vocês. Vergonha é, como editores, vocês omitirem a informação aos algoanos. O jornalismo, antes de uma guerra de ego, tem o compromisso e a responsabilidade social com a notícia verdadeira...

Oi!
Bem... hoje é aqule dia especial para o comércio: é o dia do meu aniversário. Mas, porque eu me refiro ao comércio? Por que, geralmente, nesses dias a tendência é fazer uma festa para comemorar com os parentes, amigos e os não amigos. E quem lucra com isso? O comércio. Seus amigos e parentes compram presentes para agradar você. E quem lucra com isso?... Tá legal. Tem aquela coisa da festa, da alegria, de mais um ano de vida. Mas, quando vc chega a uma certa idade, esses valores começam a perder o interesse. A gente passa valorizar outras coisas. Comigo pelo menos é assim. Gostaria, como presente de aniversário, ver mais justiça para os injustiçados, comida na boca dos famintos e cadeia para quem rouba a vida sofrida do barsileiro apartado.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

A Casa de Irene

Como há alguns anos acontece, fui para a Lavagem do Beco do Rosário Estreito, na cidade de Penedo, há 189 km de Maceió, no sentido sul, a beira do rio São Francisco.
Uma das primeiras cidades criadas pelos colonizadores portugueses na América Latina, Penedo possui ums dos principais acervo do estilo barroco brasileiro e uma incrível diversidade cultural. A Lavagem do Beco... é um exemplo disso: quando há uma cultura efervecente, em pouco tempo, um evento se transforma numa manifestação popular consensual.
O baile carnavalesco de rua (A Lavagem...) foi criado há pouco mais de cinco anos, no entanto já tomou uma dimensão impressionante. Já faz parte do calendário oficial.
O barato é que, como a cidade é pequena (possui pouco mais de 80 mil habitantes) todos se conhecem, crianças e adultos se fantasiam, jogam serpentina um nos outros, esprei de espuma, rola o mela-mela e o tradicional frevo , acompanhado por pequenas bandas. Nesse embalo, há um sobe e desce pela rua do Rosário Estreito, cuja trilha mais recorrente é a versão da música A Casa de Irene (não se ouve essa música em nenhum outro lugar).

CARNAVAL, é isso ai, he he he he he he .....

Oi!
Estamos no final dessa festa mais brasileira impossível. O CARNAVAL ganhou dimenssões tão populescas que se transformou num dos principais arquétipos da cultura de massa. Não quero ser pessimista, mas está na hora do brasileiro parar e pensar um pouco o que representa essa festa para si. Será que nós temos realmente motivos para comemorar, ou se entregar a folia despreocupadamente, como se se entregando a loucura fosse mais fácil suportar a dureza de ser brasileiro, terceiro mundo, culturalmente atrasado e uma das maiores cultura de corrupção, roubo e conversa fiada do planeta?