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segunda-feira, 23 de abril de 2007

O Linux se rende ao mercado

O Linux foi considerado o principal representante de uma espécie de socialismo dos bits, na Internet. Trata-se de um sistema criado no início dos anos 90 que se diferencia por não cobrar licenças de uso e permitir que seu código-fonte seja livremente copiado e modificado. Com essa proposta, o sistema caiu no gosto de programadores espalhados pelos quatro cantos do mundo. Esse pessoal, trabalhando de forma voluntária, com o reconhecimento intelectual como única recompensa, aprimorou o sistema. Um apoio tão entusiasmado que chegou a ganhar contornos ideológicos.
Porém, segundo a revista INFO, o Linux deixou de ser aquele bom rapaz e se rendeu ao mercado. Saem os jovens programadores trajando bermudas e tênis, entram os executivos engravatados. É verdade que o Linux nem sequer arranha a supremacia do Windows nos computadores pessoais. Mas já é uma séria alternativa para servidores, os grandes computadores que controlam as redes corporativas.
De acordo com a matéria da revista de informática, a consultoria IDC estima que o conjunto de produtos e serviços que gravitam ao redor do Linux vá gerar 35 bilhões de dólares mundialmente em 2008. Diz o texto que, no Brasil, dos 850 milhões de dólares que a venda de servidores movimentou em 2006, cerca de 12% vieram de negócios envolvendo máquinas munidas com o sistema que tem o pingüim como símbolo. No começo da década, esse número era apenas 2%.
A matéria comenta que um estudo feito pela Fundação Getulio Vargas mostra que mais de 16% dos servidores instalados nas empresas nacionais rodam Linux - "participação que aumenta a cada ano". Nesse caso, à primeira vista, pareceria natural supor que a conta esta nunca vai fechar para fornecedores que trabalham com um produto conhecido justamente por ser entregue de graça. Natural, mas garante a matéria, é equivocado pensar assim.
“O Linux é realmente oferecido sem cobrar a tradicional licença de uso. Mas o fato é que um sistema operacional não significa nada sozinho e representa apenas uma fração dos custos totais de grandes projetos de tecnologia nas empresas - que também incluem o apoio de uma consultoria, compra de máquinas e acordos de assistência técnica. Uma fornecedora como a IBM fatura alto com cada um desses itens. A conta fecha e geralmente com muitos zeros à direita”, diz o texto.

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