A Pinacoteca da UFAL inicia temporada de exposições de 2007 com trabalhos do alagoano Delson Uchoa. A exposição terá o auxílio luxuoso da curadora Cristina Tejo, diretora do Museu de Arte Moderna do Recife. Delson falou para gente de suas mais recentes produções e de uma agenda “movimentadíssima” para este ano.
O que você vai mostrar nessa exposição?
Delson – a soma dos meus conhecimentos e dos caminhos que trilhei até agora.
No que você está trabalhando atualmente?
Delson - desde 2004, que eu testemunho morar dentro da pintura, para me apropriar do uso do viver dessa pintura. Depois de 2005, passei a descolar, a arrancar a pintura como uma pele, um couro, transpondo-a para lonas de algodão, para deixar um registro dessa vivência, em relação à arquitetura, a acidentes...
Em que o sol dos trópicos influencia a sua obra?
Delson – a identidade cromática tropical difere das demais. Ela me localiza no Brasil, no Nordeste e mais ainda no litoral leste, em Maceió. O assunto pode ser qualquer um em volta. Lanço mão da estridência cultural do Brasil, absurdamente colorida.
Sobre qual o suporte você traduz essas vivências?
Delson – o plástico e a luz alcançada através da combinação de cores. Usar o pigmento e disso fazer uso da imagem que ele (o pigmento) me oferece; transmigrar a cultura por outros suportes.
Como está sua agenda para esse ano? O que é que vai acontecer no MACNiteroi?
Delson – movimentadíssima. O Museu de Arte Contemporânea de Niterói (www.macniteroi.com.br/) possui no seu acervo doze obras minhas. Adquiridas no auge da década de 80. Este ano, a curadoria do museu decidiu fazer uma releitura com um acréscimo contemporâneo dos meus trabalhos. Ainda para este ano, através de uma marchand minha amiga, eu vou entrar no calendário das feiras internacionais, para me lançar de vez no mercado de arte internacional.



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