O OBSERVADOR

O Observador é o endereço na rede onde o cibernauta fica sabendo das coisas. É um lugar antenado com o agora e as coisas, criando a ponte entre você e a aldeia global. Comece sua viagem ligando o som aqui em baixo. Agora, vá...

quinta-feira, 3 de maio de 2007

The Post-Pop superstar: Um estudo detalhado da obra de Jeff Koons


De retorcido a kitsch e também conceitual, a arte de Jeff Koons é qualquer coisa, menos uma obra conformista. Casado com a estrela pornô Cicciolina, ele começou a se destacar no cenário artístico nos anos 80, com as esculturas de sopro e brinquedos de aço. Peças que conferiram a Koons a fama de bad boy - uma reputação que ele confirmou no início dos anos 90, com trabalhos que tinham o sexo como inspiração, graças a tórrida relação com a estrela pornô e política italiana.

Durante esta fase tórrida, ele mudou radicalmente de técnica e produziu a obra o Filhote de cachorro de gargantuan, de 43 pés de altura, que agora reside no Museu de Guggenheim em Bilbao, Espanha.

A exploração de Koons do banal, na incorporação e/ou na valorização do kitsch e nas imagens de estouro, se tornou a marca registrada dele; o trabalho de Koons recebe ofertas de milhões de dólares em leilões, consolidando a posição dele na vanguarda da arte contemporânea.

O livro, uma monografia exaustiva, começa com uma composição biográfica, feita por meio de uma entrevista, com o editora chefe Ingrid Sischy. A reportagem inclui o trabalho dele num contexto, além de contar sua história pessoal. Há também um texto assinado por Eckhard Schneider, que analisa Koons de uma perspectiva européia. Organizado em capítulos cronológicos através de grupos de trabalho, o texto central do livro contém comentários da historiadora de arte e crítica Katy Siegel, com análises detalhadas de centenas de imagens em formato grande que localizam a carreira de Koons de 1979 até hoje. O livro é uma bibliografia ilustrada. Os fãs do trabalho de Jeff Koons não só acharão esta publicação um livro-objeto suntuoso, mas também o estudo mais inclusivo do trabalho do artista sempre publicou.

Edição limitada a 1.500 cópias numeradas, cada uma assinada pelo próprio autor.

A rainha negra do pornô ganha edição de luxo.



A TASCHEN celebra uma notável homenagem a exuberante rainha do cinema pornô americano, Vanessa del Rio. Este volume, de tamanho suntuoso, foi editado com o arquivo pessoal da atriz e nas suas próprias palavras. É uma vida que choca imediatamente, mas, ao mesmo tempo excita, diverte e, por que não dizer, inspira. Segundo os editores, papel e tinta não podem fazer justiça a uma personalidade tão marcante. Nessa edição consta ainda um documentário sobre a vida da estrela, em DVD original (de 140 minutos).

Mas, que é Vanessa del Rio? Em 1974, a revolução sexual estava a todo vapor e o negócio de entretenimento para adulto estava próximo de se transformar num Grande Negócio. Garganta Profunda (1972) foi o primeiro pornô americano, mas infelizmente antes de 1974, a atriz Linda Lovelace já estava aposentada. Rapidamente, a indústria buscou uma substituta a altura. Vanessa del Rio foi essa substituta, com um algo mais; na época não havia nenhuma estrela de sexo étnica.

Destemida, Vanessa interpretou qualquer papel que eles lhe deram, porque, por incrível que pareça, ela estava lá pelo o sexo, muito mais que pelo dinheiro. Os fãs do cinema pornô e do desempenho feroz dela, montarem um fã clube e catapultaram a bela como a primeira estrela latina americana de filme para adulto.

Aposentada desde 1986, Vanessa del o Rio permanece um ícone sexual que ultrapassa todos os limites étnicos. O que os fãs dela não sabem é que na vida real dela era, e é, tão selvagem quanto qualquer coisa ela fez nos filmes.

Vanessa del Rio é uma edição limitada, de 1.500 cópias numeradas, cada uma assinado pela própria Vanessa. Tem também uma versão de 1.300 cópias de uma Edição de Arte, ou na versão Edição do Colecionador (200 cópias), onde consta uma litografia de aquarela assinada de Vanessa, feita pelo de artista Robert Crumb.

Mas, para um leitor afortunado, numa das 1.500 cópias contém um Ingresso Dourado que oferece uma noite com Vanessa e toda a diversão será documentada por um fotógrafo famoso.

domingo, 29 de abril de 2007

Mestra do minimalismo ganha exposição em São Paulo


O Museu da Língua Portuguesa (São Paulo) faz exposição para homenagear a escritoras Clarisse Lispector. A mostra marca ainda os 30 anos de morte da escritora, que tem obra dedicada a busca pela palavra de significado preciso.
Segundo matéria publicada no portal Taste, a exposição foi construída a partir do texto de Clarisse, sob a curadoria de Júlia Peregrino e Ferreira Gullar e cenografia de Daniella Thomas e Felipe Tassara. "A exposição pretende traduzir o caráter reservado e introspectivo da autora através de uma ambientação intimista", diz o texto.

Faltam poucos dias para o Skol Beats


No próximo fim de semana tem início o Skol Beats 2007, o maior festival de música eletrônica da América Latina. Este ano ele será realizado nos dias 4 e 5 de abril. O Skol Beats 2007 tem novo endereço (ao lado do Campo de Marte, em Santana) e duas sessões de muita música que vão bombar o cabeção da moçada: no primeiro dia (04/05), o som rola das 22h do dia 04 às 8h do dia 05. No segundo dia (05/05), a balada começa às 18h do dia 05 até às 8h do dia 06

Confira a programação da sexta-feira 04/05:
Skol Live Stage
22h - 23h Denise Konzen
23h - 00h Léo Janeiro
00h - 01h Nathan Fake (live)
01h - 01h40 Magal
01h40 - 02h40 Gui Boratto (live)
02h40 - 03h40 SugarDaddy (live)
03h40 - 04h40 20:20 Soundsystem
04h40 - 06h Life is a Loop
06h40 - 07h Donnacha Costello (live)
07h - 08h30 Mstrkrft
Tenda DJ Mag
22h - 23h30 Ingrid
23h - 01h Gabo
01h - 02h30 D Ramirez
02h30 - 04h Paulinho Boghosian
04h - 06h David Guetta
06h - 08h Sander Van Doorn
Tenda Urban Beats
22h - 23h Lui-J
23h - 00h Puff
00h - 01h Antonia's
01h - 02h DJ CIA
02h - 03h30 Q-Bert
03h30 - 04h30 Zegon
04h30 - 06h Afrika Bambaataa + TCIzlam
06h - 08h Tony Touch

Documentário mostra conexão entre corrupção e violência no Brasil


O longa americano Manda Bala venceu o prêmio do júri de Melhor Documentário na edição deste ano do Festival de Sundance e foi exibido esta semana na mostra de cinema DC Filmfest, que está sendo realizada em Washington. O documentário rodado em São Paulo traça um retrato "hiper-realista" do Brasil fazendo uma conexão entre a corrupção política e violência urbana, "com elementos de ficção científica, que retrata uma sociedade futurista deteriorada", reforça Jason Kohn, diretor do filme.
Segundo matéria publica no portal da BBC, Kohn tem 23 anos, nasceu em Nova York e é filho de uma paulistana e de um empresário argentino radicado em São Paulo. Ele fala português, ainda que, modestamente, não se julgue fluente, e visitou o país em inúmeras ocasiões. A expectativa é que o longa metragem estréie nos Estados Unidos em agosto deste ano. Ainda não há data para sua exibição no Brasil. O cineasta diz serem falsos os relatos de que não quer que o longa seja visto no Brasil.
"O filme não é de forma alguma jornalístico. O escândalo de corrupção que o filme mostra foi levantado há anos pela imprensa brasileira. E ele visa mostrar que seja no Brasil ou em outra parte do mundo, roubar bilhões de pessoas que não têm nada é um ato de uma violência extraordinária," estabeleceu Kohn. De acordo com o diretor, o filme segue as convenções de uma trama de ficção.
"Gostaria muito, muito, muito que o filme fosse exibido no Brasil. Primeiro, porque praticamente toda a equipe é brasileira." (a diretora de fotografia do longa, Heloísa Passos, foi premiada em Sundance). "Mas não é só isso. É também um filme importante de ser visto pelos brasileiros." O diretor afirma, no entanto, que, por enquanto, não é possível exibir o longa no Brasil, por motivos que prefere não mencionar, mas que estão ligados ao conteúdo explosivo do longa metragem.

No detalhe, Jason Kohn

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Paris realiza o 9° Festival de Cinema Brasileiro


Durante duas semanas, cerca de 30 filmes inéditos na França serão apresentados para um público estimado em mais de 10 mil espectadores. O festival foi aberto na noite de quarta-feira (25) com a apresentação do filme O ano em que meus pais saíram de férias, de Cao Hamburguer, com a presença do ator Germano Haiut. No total, oito longas estão em competição na mostra, entre eles O Céu de Sueli, de Karim Aïnouz, Antônia, de Tata Amaral, O Maior Amor do Mundo, de Carlos Diegues, e Vinícius, de Miguel Faria Júnior.
Pela primeira vez, além do tradicional prêmio de melhor filme, haverá também a premiação para o melhor ator e atriz. A atriz Cristiana Reali integra o júri e é também a "madrinha" do festival deste ano. Vários diretores e atores, como José Wilker, Miguel Faria Júnior e Tata Amaral, estarão presentes durante as projeções dos filmes.

Copa de arremesso de celular mobiliza Europa



Atletas de mais de 70 países participam da 8ª edição do Mundial de Arremesso de Celular mundial, que acontece em agosto, na cidade de Savonlinna, na Finlândia. A competição é realizada há sete anos e reúne malucos para disputar quem consegue lançar um celular o mais longe possível.
O campeonato é o principal evento turístico da pequena cidade de 28 mil habitantes, no sudeste do país nórdico e já consta no calendário de festividades do órgão finlandês de promoção do turismo. Há inclusive um escritório permanente do evento na capital do país, Helsinque.
Em função do crescente número de competidores, o evento realizará seletivas para a competição deste ano.
Os “atletas” competem em duas modalidades, estilo livre e clássico, nas versões masculino e feminino. No estilo clássico, o competidor deve lançar o telefone na altura de seu ombro. Ganha quem atingir a maior distância. O atual campeão é o finlandês Lassi Etelätalo, que atirou um modelo Nokia de 350 gramas a 89 metros de distância.
No feminino, a campeã é Elja Laakso. Eslovenos e finlandeses são os atletas com maior destaque neste esporte. Podem ser lançados celulares com peso mínimo de 200 gramas e máximo de 400 gramas.
Já no estilo livre, o que vale é a performance e o figurino do atirador de celular. Em 2006, um personagem identificado como “gordinho de heavy metal” obteve as maiores notas.

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Dior. Cada dia mais luxo





A marca Dior é, atualmente, a marca fetiches dos endinheirados, daqueles que podem gastar milhares de dólares americanos, comprando peças exclusivas. E John Galiano, já há muito tempo assinando a criação da marca, sabe como provocar o consumo criando verdadeiras jóias para se usar. De cima para baixo bag fabricada em couro nubuck ($ 2,340.00), lady dior (corrente em ouro ou prata $ 145.00), sapato de couro de crocodilo ($ 495.00) e watch de cristal pink, com diamantes no mostrador ($ 2,395.00). Total da despesa $ 4,375.00.

O Linux se rende ao mercado

O Linux foi considerado o principal representante de uma espécie de socialismo dos bits, na Internet. Trata-se de um sistema criado no início dos anos 90 que se diferencia por não cobrar licenças de uso e permitir que seu código-fonte seja livremente copiado e modificado. Com essa proposta, o sistema caiu no gosto de programadores espalhados pelos quatro cantos do mundo. Esse pessoal, trabalhando de forma voluntária, com o reconhecimento intelectual como única recompensa, aprimorou o sistema. Um apoio tão entusiasmado que chegou a ganhar contornos ideológicos.
Porém, segundo a revista INFO, o Linux deixou de ser aquele bom rapaz e se rendeu ao mercado. Saem os jovens programadores trajando bermudas e tênis, entram os executivos engravatados. É verdade que o Linux nem sequer arranha a supremacia do Windows nos computadores pessoais. Mas já é uma séria alternativa para servidores, os grandes computadores que controlam as redes corporativas.
De acordo com a matéria da revista de informática, a consultoria IDC estima que o conjunto de produtos e serviços que gravitam ao redor do Linux vá gerar 35 bilhões de dólares mundialmente em 2008. Diz o texto que, no Brasil, dos 850 milhões de dólares que a venda de servidores movimentou em 2006, cerca de 12% vieram de negócios envolvendo máquinas munidas com o sistema que tem o pingüim como símbolo. No começo da década, esse número era apenas 2%.
A matéria comenta que um estudo feito pela Fundação Getulio Vargas mostra que mais de 16% dos servidores instalados nas empresas nacionais rodam Linux - "participação que aumenta a cada ano". Nesse caso, à primeira vista, pareceria natural supor que a conta esta nunca vai fechar para fornecedores que trabalham com um produto conhecido justamente por ser entregue de graça. Natural, mas garante a matéria, é equivocado pensar assim.
“O Linux é realmente oferecido sem cobrar a tradicional licença de uso. Mas o fato é que um sistema operacional não significa nada sozinho e representa apenas uma fração dos custos totais de grandes projetos de tecnologia nas empresas - que também incluem o apoio de uma consultoria, compra de máquinas e acordos de assistência técnica. Uma fornecedora como a IBM fatura alto com cada um desses itens. A conta fecha e geralmente com muitos zeros à direita”, diz o texto.

domingo, 22 de abril de 2007

Ler no paraíso





No litoral tailandês, o grupo Design Hotels inaugurou o The Library. O empreendimento foi construído numa área de 6.400 m² de floresta, para ser um lugar elegante e descontraído e abrigar uma imensa biblioteca, considerada uma preciosa coleção de livros, música e filmes.
O The Libary é um destino paradisíaco na Cheweng Beache, Koh Samui (Tailândia). Tem apenas 26 acomodações espalhadas pela área do hotel. De estilo moderno, linha clean, com elementos vermelhos e cinza, ele é ecologicamente correto (a preservação ambiental foi um dos pontos principais priorizados pelo arquiteto Tirawan Songsawat).

Plastik expõe munnys de Baseman


A Plastik, loja paulista, realiza este mês o Projeto Toy Artistic Plastik Galery. O evento trouxe para o Brasil Gary Baseman, o design mais badalado do Toy Arts e uma exposição dos seus munnys.
A vinda de Baseman foi resultado da parceria da revista Pix e da Plastik, o primeiro espaço de Toy Arts no país. A exposição de Gary Baseman fica aberta até o dia 17 de junho.
Durante sua estadia aqui, Gary ministrou palestra na FNAC, de Pinheiros, e assinou trabalhos na Plastik.
www.garybasemana.com

sábado, 21 de abril de 2007

Salão Internacional do Móvel transforma a cidade de Milão em uma vitrine global do design.



Foram cerca de 2,1 mil expositores, que se dividiram os 200 mil metros quadrados de área ocupada com cadeiras, sofás, camas, vasos e uma infinidade de objetos do uso de todos os dias e já prontos para entrar em produção. A grande maioria recém saída das pranchetas de jovens estudantes de arquitetura e design ou das mãos de talentos desconhecidos. O Brasil esteve presente ao Salão com um projeto da Universidade da Cidade, do Rio de Janeiro. O trabalho junta cinco peças para formar uma poltrona. Uma vez separadas, elas se transformam em quatro cadeiras com uma mesinha de centro.
Os lançamentos não se limitam apenas as quatro paredes do Salão. As novidades também estão expostas em centenas de lojas, esquinas, calcadas, praças e espaços culturais por toda a cidade. A cidade recebe cerca de 300 mil visitantes que disputam uma vaga nos táxis, se espremem nos vagões do metrô, pedalam pelas ruas e calçadas de Milão. São compradores, lojistas, jornalistas, estudantes e donas de casa, curiosos de todo o mundo. Tudo muito chique.
Os brasileiros Fernando e Humberto Campana são uma das atrações. Descobertos pela casa italiana Edra, os seus projetos são sempre aguardados com muita expectativa. Desta vez, eles trouxeram a poltrona Leatherworks composta por pedaços de couro costurados uns nos outros. As criações da dupla têm como objetivo proporcionar conforto, funcionalidade e beleza estética para tornar a vida do homem moderno menos complicada.

Irmãos Campana expõem em Londres


O Museu do Design, de Londres, inaugurou, neste fim de semana, a mostra Zest for Life (Gosto pela Vida) da dupla de desingers Fernando e Humberto Campana e, de acordo com o portal da BBC, a "brasilidade" do trabalho da dupla é o que mais têm chamado atenção da imprensa britânica. "O colorido dos móveis deles é um passeio pela palheta de cores do Brasil", afirmou o jornal Observer. "Inspirados pelos modestos materiais essenciais à vida nas favelas, eles criaram objetos de luxo e destacaram a desigualdade entre ricos e pobres", destacou o Independent.

A curadora do Museu do Design, Sophie McKinlay, descatou a importância da mostra da obra dos Campana na Grã-Bretanha porque eles "dão uma contribuição muito empolgante ao design atual, especialmente na maneira como fazem uso de objetos do dia-a-dia". Ela cita, entre outras peças, as cadeiras Azul, Vermelha e Verde, presentes na exposição. "Eles pegaram uma corda de 400, 500 metros, que encontraram nas ruas de São Paulo e fizeram um artigo de luxo." A primeira vez que Sophie teve contato com a obra dos Irmãos Campana, foi ao ver a Cadeira Banquete - um dos itens da mostra, que é uma cadeira inteiramente composta por bichos de pelúcia. A obra mais famosa a integrar a mostra é Cadeira Favela, composta por centenas de lascas de madeira coladas de forma assimétrica e pregadas à uma estrutura metálica. "É algo que evoca o Brasil e São Paulo. É um retrato muito pessoal de onde eles vêm", diz a curadora. A Cadeira Favela chega ao mercado europeu por valores superiores a 1,3 mil libras (acima de R$ 7,4 mil).